Humildade: Uma lição difícil de aprender
Por três vezes (1) Jesus falou aos discípulos de sua paixão, do que iria sofrer em Jerusalém. Apesar dessa insistência eles não prestaram ...
Por três vezes (1) Jesus falou aos discípulos de sua paixão,
do que iria sofrer em Jerusalém. Apesar dessa insistência eles não prestaram atenção
à sua palavra porque estavam muito preocupados com outras coisas. E quais eram
essas outras coisas que os preocupavam? O desejo de cada um de sobressair aos
outros e uma espécie de orgulho coletivo onde o próprio grupo se sobressaia aos
demais. Em ambos os casos, Deus parecia ficar do lado de fora.
Nossa reflexão hoje vai contemplar a passagem bíblica do capítulo
nove de São Lucas (Lc 9, 46-50). O texto começa dizendo vagamente que: “Surgiu
entre os discípulos uma discussão, pra saber qual deles seria o maior”. Está
claro, portanto, que o problema já estava entre eles. Não era um mal vindo de
fora. Lucas mantem a situação fora do tempo e do espaço. Apenas menciona que
surgiu entre eles. Surgiu como? Veio do nada? Pois é, o mal costuma ser
sorrateiro e penetra lentamente nos grupos cristãos de todos os tempos e
lugares e quando se percebe já está instalado.
O foco da preocupação era sobre: “Qual deles seria o maior”.
Parece que essa preocupação é a
origem de todos os pecados. Já no paraíso Adão foi iludido pela serpente quando
ouviu da parte dela que, comendo do fruto proibido seria igual a Deus. No paraíso
só havia Deus e o casal, Adão e Eva. Porque Adão quis ser igual a Deus? Não lhe bastava sua grande proximidade com o Criador
e seu domínio sobre todas as criaturas? O
que motivou a construção da Torre de Babel também foi o desejo coletivo de ser
igual a Deus, não foi? Esse pecado tão antigo quanto o mundo contagia o homem
individualmente e coletivamente.
Deus conhece tudo e sabe até o que pensamos. Por isso, Jesus “sabendo
o que estavam pensando tomou uma criança, colocou-a perto de si e disse-lhes: “Quem
recebe em meu nome esta criança, recebe a mim mesmo. E quem me recebe, recebe
aquele que me enviou. Com efeito, o que entre todos vós fordes o menor, esse é
o maior”.
A criança, no tempo de Jesus não era contada senão como um
apêndice da mulher. Essa, por sua vez, como apêndice do homem. Resumindo: A criança
era um quase nada! Sendo completamente dependente vivia da misericórdia alheia.
Nesse sentido, a criança e o pobre se igualavam. Por ainda não observar a lei igualava-se
também ao pecador. Vê-se, portanto que ela estava entre os últimos, ou seja, os
preferidos de Deus. Ao tomar uma criança e tê-la perto de si, Jesus nos transmite
um nobre ensinamento. Ele não está preocupado com quem se acha grande, mas com
os pequenos e desamparados. Essa foi a grande lição que os discípulos receberam
naquele dia.
A segunda lição foi coletiva e aconteceu após a narrativa de
João: “Mestre, vimos alguém expulsar demônios em seu nome, mas nós o
proibimos porque não anda conosco. Jesus respondeu: Não o proibais, pois quem não é contra vós é
a vosso favor”.
Na fala de João podemos perceber certo orgulho coletivo. Era
como se dissesse: O nosso grupo é o único legítimo e os demais, ainda que façam
o bem, não chegam nem perto do nosso! Veja bem que desse grupo Jesus parece não
fazer parte. E Jesus entendeu perfeitamente quando disse: Quem não é contra
vós... quando poderia ter dito: Quem não é contra mim. Mas, não estando no
grupo então, seria mesmo contra vós...
O pecado do orgulho coletivo pode ser ainda mais danoso que o
do orgulho individual. Infelizmente ele continua presente em nossos grupos. Ainda
que o outro grupo esteja fazendo o bem e expulsando o diabo deve ser ignorado
por não fazer parte do nosso time ou de nossa panelinha. O orgulho coletivo nos
faz sentir que somos os donos de Deus. Mas, Deus não tem dono, Ele age onde
quer e na hora que quer. Não pede licença ao seu grupo para agir. Ainda bem,
que Deus não está fechado em guetos. Ele se fez pequeno e excluído para acolher
e incluir todos começando pelos últimos. Pense nisso!
Imagem de Nguyen Dinh Lich por Pixabay




Padre este texto Evangelizador tem muitas e ricas reflexões, escolho pensar que nosso Deus já nos conhece muito bem, e sempre está nos dando chance para melhorar.
ResponderExcluirEsta dinâmica da vida tem nos distraido muito dos verdadeiros valores. JESUS teve a preferência pelo simples, protegeu os fracos, praticou o tempo todo justiça, e nós ainda não aprendemos os seus ensinamentos, insistimos nos nossos apegos. Somos cabeça dura mesmo! Até hoje.
Padre as palavras escritas nesse texto e a mais pura verdade,as pessoas estão sempre querendo ser mais do que as outras,ter mais e isso e na verdade pura ilusão, agente precisa de tão pouco pra ser feliz.
ResponderExcluirAmizades pura,paz e sossego e saúde .O resto e ilusão.
Quem for o menor, este será o maior! Difícil lição pra gente aprender! A maioria de nós, sempre desejamos o topo. Mas não é impossível aprendermos. Tantos que conseguiram, tornaram-se Santos! Jesus nos ajude!
ResponderExcluirHumilde coisa que hoje em dia esta escasso, mas que possamos praticar e aprender com Jesus para olharmos e darmos atenção aos humildes, aos necessitados.
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