Escassez
Já ao despertar sinto a pressa do tempo. Pássaro sem ninho. Cronos veloz, feroz, por vezes atroz. Não consigo segurá-lo. Antes, era sereno....
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Já ao despertar
sinto a pressa do tempo.
Pássaro sem ninho.
Cronos veloz, feroz,
por vezes atroz.
Não consigo segurá-lo.
Antes, era sereno.
Soltava pipa,
jogava bolinha de gude.
Natal não vinha correndo.
Vivemos aparente escassez.
Dizemos não ter tempo.
Deus subverte isto.
O relógio não mede esperança.
Texto: Dom Geovane Luís
Foto: Pe. Gabriel




Padre, encontro valor nas poucas palavras de uma poesia, que nos leva a boas emoções. E digo que a cada leitura, um sentimento novo. Parabéns ao poeta.
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