A torre e o vento
A torre da igreja queria rasgar, com sua ponta, a barriga azulada do céu. Feito espumas brancas as nuvens desfilavam sobre ela ignorando...
A torre da igreja queria rasgar, com sua ponta, a barriga azulada do céu.
Feito espumas brancas as nuvens desfilavam sobre ela ignorando sua rigidez petrificada.
A torre se impunha com firmeza como o centro do universo. Sendo o mundo uma bola qualquer ponto é o centro...
Mais alto que a torre, com seu tridente de aço o para-raios exibe frieza e secura. Desprezando o perigo um minúsculo pássaro pousa, levemente, sobre ele e, do alto ecoa seu canto, feito o Espírito Santo.
A tarde está fria com o sol desmaiado de maio. Seus raios iluminam a torre e, no seu ponto mais alto, o Espírito Santo inspirado.
O Espírito que é fogo e vento ignora a rigidez da torre. Ele sopra onde quer e como pássaro livre canta em todos os jardins. Em sua leveza flutuante, ignora torres e gaiolas...
Foto: Arquivo pessoal (Torre da Matriz de São José em S. J. da Varginha, MG)




Parabéns,Padre Geraldo Gabriel pela linda poesia,A Torre e o Vento! Que aos poucos mostra prá nós,um outono frio,forte,masiluminador.Lembro as crianças no altar à cantar.Seja Anjinhos,ou um passarinho na Torre,são bençãos na terra da Santíssima Trindade!
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