Credo, que escândalo!
É. Deve ter sido assim mesmo que agiram alguns puritanos ao verem Jesus tomar a refeição na casa de Levi, o nosso São Mateus. Tem gente qu...
É. Deve ter sido assim mesmo que agiram alguns puritanos ao
verem Jesus tomar a refeição na casa de Levi, o nosso São Mateus. Tem gente que
se escandaliza fácil demais! Os doutores da lei, no tempo de Jesus, eram assim.
Curiosamente, não se espantavam com a dominação romana nem com os arranjos
políticos que prejudicavam os mais pobres. Eram daqueles que “filtravam uma
formiga e engoliam um elefante”.
Mateus estava preso ao seu trabalho de muito esforço e pouca
honestidade. Era cobrador de impostos, uma profissão considerada impura pelos “puros”
daquele tempo. Sua profissão exigia que ele estivesse em constante contato com
pagãos. Além do mais, estava colaborando com a dominação estrangeira. Por isso,
certamente, era odiado por alguns que já se consideravam santos e puros. Jesus,
no entanto, pensava além de seu tempo e, passando por ali, vendo Mateus
resolveu chamá-lo para colaborar com ele. O olhar de Jesus não se prende nas
aparências. Ele vê o interior de cada um. Viu em Mateus um grande colaborador
em potencial. A resposta de Mateus também foi surpreendente, simplesmente, se
levantou e o seguiu, pelo jeito, sem olhar para trás. Mateus nos ensina que devemos saber filtrar o que é mais
importante em nossas vidas. Ele poderia ter dito não, mas, não foi isso que
aconteceu. Deixou sua banca de impostos que o levava a pecar para se tornar um
grande santo na companhia de Jesus. Mas, a coisa não parou aí. O texto nos diz
que, depois disso, Jesus foi tomar a refeição em sua casa. (Mc 2, 13 - 17) Só
por isso, sua resposta valeu a pena. Imagine Jesus chegando a sua casa para almoçar
com sua família!
Estando à mesa, na Casa de Mateus, Jesus contou com a
companhia de outros pecadores e cobradores de impostos, afinal, eram amigos do
anfitrião e não queriam perder aquela oportunidade de estar com o mestre. Foi
então, que os doutores da lei se arrepiaram: Como ele pode se sentir tão à vontade no meio dessa laia? “Diga-me com quem tu andas que eu te direi
quem és”... Conhece esse ditado, carregado de preconceito? Jesus sabia muito bem da condição daquela
gente e sabia, mais ainda, sobre sua missão. Por isso, afirmou: Não são os sãos que precisam de médicos!
E ali estava ele como o grande médico da humanidade adoecida pelo pecado. Como
bom samaritano veio curar as feridas de seu povo. Não veio para ser mais um,
mas para resgatar em cada um o seu estado de pureza original. Deus nos criou à
sua imagem e semelhança. Jesus veio consertar o que foi estragado pelo pecado.
A imagem de Jesus numa mesa, rodeado de pessoas de todas as
condições e origens é riquíssima. Lembra-nos, o banquete anunciado pelo profeta
Isaías, um banquete que retrata o Reino de Deus onde Deus mesmo reunirá todos
os seus filhos:
No monte Sião, o Senhor
Todo-Poderoso vai dar um banquete para todos os povos do mundo; nele haverá as
melhores comidas e os vinhos mais finos. E ali ele acabará com a nuvem de
tristeza e de choro que cobre todas as nações. O Senhor Deus acabará para sempre
com a morte. Ele enxugará as lágrimas dos olhos de todos e fará desaparecer do
mundo inteiro a vergonha que o seu povo está passando... (Is 25, 6 – 10).
Essa cena do banquete poderia também nos lembrar da Ceia
Eucarística. Em torno da Eucaristia nos reunimos para receber o Corpo de Cristo,
como convidados e não como penetras: Felizes
os convidados! A Eucaristia não é um banquete para os puros, mas, alimento que
nos ajuda a buscar a pureza. Disse Jesus: Esse
é o cálice do meu sangue, o sangue da nova e eterna aliança que será derramado
por vós e por todos para a remissão dos pecados...
Jesus não veio para agradar os doutores da lei nem os
fariseus daquele tempo e de hoje. Ele veio para salvar os pecadores e não se
escandaliza com nossa condição de fragilidade, pelo contrário, ele a assume.
Não tendo pecado fez-se pecador por nós, para nos livrar a todos do pecado (2
Cor 5, 21). Pense nisso!
Imagem de Norbert Staudt por Pixabay




Padre, Mateus esteve na companhia de Jesus ao atendender seu chamado, e registrou os evangelhos com a ajuda do Espírito Santo. Fazendo um Paralelo, o apostolo Lucas como médico, tinha mais cultura naturalmente, e também teve a ajuda do Espirito Santo, e assim deixou os registros das passagens de Jesus.
ResponderExcluirResolvi fazer meu comentário a partir da explicação de Mateus que desde o inicio foi atacado por moralistas da época, mas Jesus reafirmou sem preconceito, e o escolheu. Deixei vir a tona o meu pensamento do apóstolo Lucas, porque ele foi um descrente de Deus, e depois uma pessoa fervorosa, deixando seu evangelho. Peço desculpas, por ter extrapolado citando o apostolo Lucas, mas a vontade é dizer que Mateus conheceu e aceitou o convite de Jesus, mas Lucas teve o convencimento sem o conhecer.
Que Jesus nos ajude a ter convicções de fé, como teve Lucas, e que ao receber a Eucaristia nos preparemos para merecer um dia ver face de Jesus.
Belíssima reflexão. Quem me dera estar no lugar de Mateus e receber Jesus para jantar em minha casa.
ResponderExcluirQue linda reflexão! Padre Geraldo Gabriel falou perfeito ,sobre Jesus, quando andava pelo mundo!....É verdade, hoje também o mundo gosta de criticar as pessoas santas que vivem para Deus.Doando suas vidas, prá Igreja de Jesus.Os escribas e fariseus criticavam assim Jesus ,porque tinham inveja de Jesus. Tinham raiva, porque Jesus pode nos perdoar.Que aprendamos viver aqui na terra, escutando a Palavra de Deus, todos os dias,para alcançarmos,um dia a vida eterna.
ResponderExcluirTambém somos privilegiados por ter Jesus em nossas vidas. Basta dizermos o sim de Mateus
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