Santíssima Trindade: Comunidade de Amor

  Você já observou quantas vezes invocamos a Santíssima Trindade num único dia? Ao fazer o sinal da cruz dizemos: Em nome do Pai, do Filho e...

 


Você já observou quantas vezes invocamos a Santíssima Trindade num único dia? Ao fazer o sinal da cruz dizemos: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo... Quando começamos ou terminamos nossas orações também invocamos a Trindade. Atrás desse “escudo protetor,” que é o próprio Deus, nos sentimos protegidos e amparados.

Alguém, provavelmente, já lhe disse: A Santíssima Trindade é um mistério impossível de ser acessado por nós! Isso não é verdade. Que Deus é mistério todos sabemos, pois, nosso entendimento é sempre míope diante de sua grandeza. É certo que não posso conhecer Deus em sua plenitude. Em plenitude não conheço nem a mim mesmo. Mas, Deus não pode ser essa “caixa-preta” impenetrável a quem quer que seja. Podemos conhecer muito de Deus sem jamais esgotar as possibilidades de conhecê-lo cada vez mais e melhor. “Deus é como um oceano profundo e belo. Quanto mais fundo mergulho mais beleza percebo e mais, profundamente, desejo nele mergulhar”. Jamais vou conhecer toda a vastidão do oceano mais posso conhecer parte dele.

O Antigo Testamento, às vezes, mostra-nos um Deus muito sisudo e severo. Mas, em algumas passagens, percebemos um Deus paternal e carinhoso. Após o pecado de Adão e Eva, Deus veio ao encontro deles e, percebendo-lhes a nudez, quando vestiam tangas com folhas de figueiras, costurou para eles túnicas de peles, sendo essas, mais resistentes e duradouras (Gn 3, 7; 3, 21). Mais tarde, conduzindo o seu povo pelo deserto livrando-o da escravidão revelou a Moisés sua misericórdia. Deus já havia firmado uma aliança com o povo entregando a Moisés as tábuas da lei. O povo, no entanto, quebrou a aliança adorando o bezerro de ouro. Decepcionado com esse comportamento Moisés subiu à montanha e, novamente, intercedeu pelo povo. Talvez, esperasse um grande puxão de orelhas da parte de Deus, mas, o que encontrou foi algo diferente. Deus veio ao seu encontro descendo de uma nuvem, numa demonstração de proximidade e compreensão (Ex 34, 5). Então, Moisés o suplicou para que caminhasse com seu povo e não o abandonasse: Senhor, Senhor! Deus misericordioso e clemente, paciente, rico em bondade e fiel. Peço-te: caminha conosco, mesmo que o seu povo seja de cabeça dura!

Diante de tanta demonstração de amor, da parte de Deus, como devemos proceder?  O Apóstolo Paulo nos ajuda nessa questão. Escrevendo aos Coríntios ele os exorta a serem pessoas melhores: Trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, cultivai a concórdia, vivei em paz e o Deus de amor estará sempre convosco (2Cor 13, 11). Esse escrito não vale apenas para os coríntios, mas para todos nós. Deus é amor e nós fomos criados à sua imagem e semelhança. Então, viver no amor deveria ser a nossa condição natural. Quem gosta de divisão é o diabo. Deus gosta de união e de paz. Deus é Trindade, uma comunidade perfeita em três pessoas distintas. O Pai que ama, o filho que é amado e o Espírito que é amor entre o Pai e o Filho. Quem vive de forma egoísta fechado em si mesmo nunca entendeu que Deus é abertura e não fechamento, afinal é uma união em três pessoas.

O Evangelho de São João (Jo 3, 16 -18) fala do grande amor de Deus Pai por seus filhos, pela humanidade e pelo mundo: “Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. Ele não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas, para salvá-lo...” Em Jesus o Pai nos revela o seu amor e também o seu rosto. Afinal, “Jesus é o rosto humano de Deus e o rosto divino do homem”.

Celebrar a Santíssima Trindade não é celebrar a festa de um idoso, de um jovem e um pássaro, nem é celebrar a festa de três deuses, mas, de um grande Deus que se desdobra em três pessoas para facilitar o nosso acesso a ele. É celebrar a festa do Criador do Redentor e Santificador, na verdade, uma perfeita comunidade de amor que nos atrai a ela nos envolvendo com seu abraço.  

Foto: Arquivo pessoal. 

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  1. A Santíssima Trindade é a melhor comunidade! Somos chamados a mergulhar nesta comunhão plena e espelhar nossas comunidades neste amor eterno, pleno e transformador!

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