Deus não age como nós
Qualquer um de nós, tendo que começar um novo empreendimento nos cercamos de vários especialistas, fazemos sondagem de mercado, buscamos apo...
Qualquer um de nós, tendo que começar um novo empreendimento nos cercamos de vários especialistas, fazemos sondagem de mercado, buscamos apoio publicitário e contratamos grandes profissionais. Queremos pessoas competentes para nos ajudar a atingir as metas e emplacar o negócio no mercado e, só após isso, ficamos tranquilos crendo que tudo irá dar certo. Em nossos planos não consideramos muito a possibilidade da doença ou da morte... Pensamos que tudo, ou quase tudo, depende do acerto de nossos cálculos ou planejamentos humanos.
Há dois mil anos atrás Jesus começou um dos maiores empreendimentos da humanidade: Sua Igreja! Quantas organizações você conhece que já tem dois mil anos? Para fundar a Igreja, primeiro Jesus passou longos momentos em oração. Era preciso ter intimidade com o pai e conhecer os segredos de seu coração. Só depois de rezar muito montou sua equipe: pescadores, cobradores de impostos, gente do povo... Não buscou nenhum figurão do seu tempo, mas, gente de valor. Conviveu, de perto, com essa equipe e mais do que palavras deu-lhe exemplos. Exemplo de diálogo, ternura, paciência, perdão, oração. Começou toda sua obra com gente miúda aos olhos do mundo. Escolheu doze à exemplo das doze tribos de Israel, orientou-os e os enviou em missão (Mt 10, 16-23).
Após conviver e ensinar sua equipe, Jesus a enviou pelo mundo com algumas recomendações: Não levar duas túnicas, nem bolsa ou sacola. Não parar de porta em porta e agradecer sempre a boa acolhida. Não lhes forneceu “Gps” ou celular. Enviou seus seguidores sempre dois a dois, pois, não queria ninguém brilhando sozinho. Deveriam ir primeiro às ovelhas perdidas de Israel e depois ao mundo todo. Foi assim que a Igreja começou e já desmanchou dois mil anos em sua trajetória.
Hoje, temos que tomar cuidado para não confiar, apenas, nos recursos humanos ou financeiros. Tudo isso é importante, mas pode vir abaixo quando Deus não está em primeiro lugar. Sua empresa, ou organização, pode ser o novo Titanic, o navio que se afundou na primeira viagem após dizerem, orgulhosamente, que um navio daquele porte, nem Deus seria capaz de afundá-lo. Pois é. Afundou. Simples assim. Foi ao fundo toda a vaidade e arrogância humana.
À frente de sua Igreja, Jesus colocou um pescador chamado Pedro. Pedro era homem simples e cheio de fraquezas, mas, na convivência com Jesus foi transformado. Dizem que, ao final da vida, ao ser condenado à morte, quis morrer como Cristo, mas, pediu que a cruz fosse virada de cabeça para baixo, pois, não se achava digno de morrer como o mestre. Os apóstolos, quase todos martirizados, foram as primeiras colunas da Igreja. Depois deles, quantos mártires surgiram! A gente até perde a conta. Ainda, hoje, Jesus continua chamando seus discípulos. O critério é o mesmo. O que mais importa é o coração e a coragem de morrer por Ele, se for preciso. Você conhece alguém que morreu por amor a alguma organização? Eu conheço. Nem saberia contar quantos homens e mulheres deram a vida por amor a Cristo.
O jeito de Deus é muito diferente dos nossos. Nós, olhamos, julgamos e condenamos pelas aparências. Deus olha nosso interior e a qualidade dos nossos corações. Quantas lições podemos aprender com Jesus! Hoje, uma pessoa ganha ou perde um emprego por causa da aparência. Que pena! Talvez, aquele ou aquela que ficou do lado de fora é que seriam os mais importantes para salvar o empreendimento! Pense nisso! Se Deus não constrói a casa, em vão trabalham os construtores... Sl 127,1.
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