Esmola, oração e jejum: Proposta para a quaresma e para o ano inteiro!

  Quando chega o tempo da quaresma a liturgia católica volta a insistir na necessidade de conversão. Conversão é voltar-se para Deus. E qual...

 


Quando chega o tempo da quaresma a liturgia católica volta a insistir na necessidade de conversão. Conversão é voltar-se para Deus. E qual seria o caminho proposto para esse retorno? A Igreja fala de três temas: - Esmola, oração e jejum (Mt 6,1-6.16-18). Então, falaremos um pouco sobre cada um desses temas começando pelo primeiro, ou seja, a esmola.  Existem pessoas que não gostam da palavra esmola. Tudo bem, então, troquemos a mesma por compaixão para com o próximo necessitado. Esse sentimento deve nos levar às atitudes. Não basta ter sentimentos nobres!

 Vou falar da esmola, antes mesmo da oração e do jejum, pois, penso que, sem esse sentimento de abertura ao próximo, dificilmente, teremos abertura para com Deus e disposição para se penitenciar. É bom se lembrar de que esse “tripé” tem por finalidade nos colocar em sintonia com Deus, com o nosso próximo, e conosco mesmos. Coloquei a esmola em primeiro lugar, pois, que diz que ama a Deus sem amar o próximo é um mentiroso (1 Jo 4, 20 – 21).

Esmola significa caridade, solidariedade com quem precisa de nossa ajuda. Então, ela mostra o nosso compromisso com o próximo. Só quem tem compaixão é capaz de partilhar. O Evangelho nos recomenda que isso seja feito com discrição. Esmola com publicidade perde o valor e passa a ser uma espécie de marketing pessoal e o marketing é feito para convencer o outro e não para Deus. Deus nos conhece melhor do que a nós mesmos, então, não precisamos publicizar nossas ações diante Dele.

O segundo tema sobre o qual falarei é a oração. A quaresma é um tempo propício para maior recolhimento consigo mesmo e com Deus. A oração santifica a nossa esmola. Muita gente pode ajudar o outro, simplesmente, por um sentimento humanitário. Isso não deixa de ter valor, mas, nós devemos fazê-lo, por ver, no próximo, o próprio Cristo.

A oração que chega mais rápido ao coração de Deus é aquela feita com sinceridade, que é fruto de um coração convertido ou que nutre um verdadeiro desejo de conversão. Jesus condenou a prática farisaica daqueles que gostavam de rezar só para aparecer. Esse tipo de oração não passa de um teatro, e não chega ao coração de Deus ainda que arranque admiração da plateia.

O terceiro pilar que vou comentar é o jejum. Jejum significa penitência e só faz penitência quem deseja conversão. O jejum é a privação daquilo que você gosta de comer ou beber, e tem o direito de fazê-lo, com objetivo de reparar as próprias faltas. Assim, como a esmola e a oração, ele também deve ter como objetivo uma mudança de vida, uma maior busca de santidade. Jejum sem esse sentimento é dieta para emagrecer... Nesse caso, a pessoa não estaria buscando Deus, mas, alimentando a própria vaidade.

A Igreja Católica é bastante sóbria ao preceituar o jejum apenas dois dias da quaresma: Quarta-feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa. Ele deve ser observado para quem tem 18 anos até 59 anos completos. Quanto à abstinência de carne somente após os 14 anos. Mas, isso não quer dizer que não se possa jejuar e abster-se de carnes outros dias ao longo do ano. Doentes, grávidas, lactantes e pessoas em condições de saúde precárias estão dispensadas do jejum. Deus não quer que ninguém adoeça a pretexto de zelo religioso. A maior glória de Deus é o homem vivo, como dizia Santo Irineu de Lião.

O tempo da quaresma é tempo de conversão. Por isso, é tão importante que se faça também uma confissão. Todos somos pecadores e precisamos do perdão de Deus. A nossa reconciliação com Deus, com o outro e conosco mesmos passa também pelo perdão. O perdão é curativo e reparador. Por isso, precisamos perdoar e pedir perdão. Ele nos ajuda a passar a vida a limpo. Pense nisso!

Foto: Arquivo pessoal

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