Com as mãos cheias de sementes
O título que abre esse texto daria uma bela imagem: alguém com as mãos cheias de sementes. Tal imagem falaria por si mesma, pois quem carr...
O título que abre esse texto
daria uma bela imagem: alguém com as mãos cheias de sementes. Tal imagem
falaria por si mesma, pois quem carrega sementes carrega também esperança de boa
colheita. Nenhum semeador ignora que, parte das sementes, acabarão se perdendo.
Mesmo sendo de boa qualidade, por diversos fatores, a semente encontrará dificuldades
para brotar e crescer. Talvez, caia sobre um chão batido ou encontre um pássaro
faminto pela frente. Pode ser que caia entre pedras ou espinheiros. Apesar dessas
questões, quem semeia espera que, parte das sementes caia em terra boa. A
produção dessa parte compensará a perda das outras. Nesse caso, o otimismo
vence o desânimo. Creio que Jesus quis ensinar isso, na parábola do semeador
(Mt 13, 1-9). Ele poderia ter elencado outras dificuldades como a falta de
chuvas, ou a invasão de pragas, por exemplo. No trabalho do agricultor tudo
isso costuma acontecer. Mas, o agricultor vence todos os obstáculos graças a três
virtudes que possui: A esperança, a paciência e a fé. Ele sabe que tudo tem o
tempo certo para acontecer e, por isso, não apressa a colheita, faz a sua parte
e confia que Deus faça a dele.
Usando uma linguagem simples
Jesus nos comunica grandes verdades. Ele fala da força do reino de Deus usando
uma simples semente. Quando vemos uma grande árvore em sua idade adulta, temos
dificuldades em acreditar que tudo começou com uma pequena semente. A semente
de eucalipto, por exemplo, é menor que o olho de um mosquito. E você já viu a
altura que essa árvore alcança? Pois, é. O Reino de Deus também é assim. Jesus
aposta na força dos fracos para vencer os fortes. Começou sua Igreja com doze
homens simples e essa Igreja já soma mais de dois mil anos! Ao longo desses
dois mil anos quanta gente poderosa e quantos reinos humanos se passaram?
Na história do mundo, nem sempre
são os grandes que vencem. Dizem que as baratas existem há mais de 300 milhões
de anos em nosso planeta. Elas sobreviveram aos dinossauros que eram grandes e
fortes. Apesar disso, foram extintos há 66 milhões de anos por causa de um
asteroide que teria se chocado contra a terra. O exemplo pode não ser bonito,
mas serve para a gente entender muita coisa. Os grandes, muitas vezes, são
destruídos pela própria arrogância. Mas, voltemos ao Evangelho. A Palavra de
Deus é a boa semente que enfrenta resistências e, apesar disso, frutifica nos
bons corações como a semente caída em terra boa. O Evangelho fala de quatro
tipos de terrenos:
O terreno de chão batido (beira
do caminho); terreno pedregoso; terreno cheio de espinhos e a terra boa. Com
qual desses terrenos você se identifica?
O terreno de chão batido é aquele
onde a semente não entra. A palavra de Deus é recebida de forma superficial e
sem aprofundamento. A pessoa escuta por escutar. O Evangelho para ela é
conversa pra boi dormir. Qualquer ventinho carrega essa semente. Tem muita
gente nessa situação. A Palavra de Deus não penetra no seu coração e, portanto,
não a faz mudar de vida.
O terreno pedregoso é aquele onde
a semente entra, mas acaba secando por falta de umidade. Ele nos lembra as
grandes pedreiras daqueles que sofrem e são perseguidos por causa do Evangelho.
As perseguições, retaliações, piadinhas... tudo isso, pode levar a pessoa a se
desanimar da fé. Existem ambientes verdadeiramente hostis a quem vive sua fé de
forma autêntica ainda que não haja perseguição explícita.
O terreno de espinheiros é aquele
que sufoca a semente e não permite o seu crescimento. Ele se parece às pessoas
que têm boa intenção, gostam de ouvir a Palavra de Deus, mas, acaba deixando os
interesses materiais sufocar esse desejo. Eles lembram aqueles “católicos não
praticantes” ou que têm, apenas, “sabor católicos”. Usam a religião conforme a conveniência,
mas o coração está longe de Deus.
O tereno bom é aquele que recebe
a semente e permite que ela germine e cresça com toda sua potencialidade. Nesse
terreno incluem-se os santos e todo cristão que procura ser autêntico na
vivência da fé. Nesse terreno brotou Padre Libério, que mesmo após sua morte
continua dando frutos. Quantos recorrem a ele, ainda hoje, com suas orações e
contam com as graças recebidas? Os santos são muitos e tiveram vidas diferentes,
mas, todos acolheram, de forma excelente, a Palavra de Deus. Foram terra boa onde
a semente brotou e frutificou plenamente. Eu e você somos chamados a ser esse
tipo de terreno. Pense nisso!
Imagem criada por IA.




A semente do Evangelho é sempre de boa qualidade. É preciso cuidar do terreno, que é o coração, para que a semente possa germinar e produzir frutos...
ResponderExcluirBoa tarde aqui as pessoas de coração de pedra e espinhosos preferem deixar suas sementes se perderem do que planta-las ,mas um uma coisa é certa quem planta sementes boas collhe frutos bons de boa qualidade ,Deus abençoe a todos...
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