Deus não joga o bebê fora com a água suja da bacia
Costumamos ouvir, principalmente, após algum crime que choca a opinião pública, que precisamos adotar a pena de morte, no Brasil. É precis...
Costumamos ouvir, principalmente, após algum crime que choca
a opinião pública, que precisamos adotar a pena de morte, no Brasil. É preciso
matar alguns para resolver o problema da violência, segundo essa ideia. Nesse caso, queremos apagar o fogo com
gasolina, pois “violência gera mais violência”, disse Jesus (Mt 26, 52). Uma
coisa precisamos aprender: - Deus tem paciência conosco! Ainda bem, pois,
enquanto estivermos vivos teremos chances de mudar de vida. Quem já morreu
perdeu todas as chances e só lhe resta confiar na misericórdia divina.
Diante de certos acontecimentos impactantes ficamos
indignados e queremos tirar o mal da sociedade como se ele estivesse,
totalmente, fora de nós. Somos tentados a separar o mundo entre bons e maus e,
quase sempre, nos colocamos ao lado dos bons. Talvez, seja necessário cortar na
própria carne para banir o mal da sociedade.
Na parábola do joio que nasce em meio ao trigo (Mt 13, 24 -
30) podemos entender melhor essa questão. Sem que ninguém esperasse, apareceu
uma praga na lavoura. Os servos ficaram preocupadíssimos e com toda razão.
Aquilo poderia trazer um grande prejuízo. Anormal foi a atitude do dono da
lavoura que pediu calma. Ainda não era hora de arrancar o joio pois, nessa
operação delicada, o trigo também poderia ser arrancado. Então, na tentativa de
livrar-se de um mal, provocariam outros maiores. Pediu para esperar o tempo
certo, a ocasião propícia, para que esse trabalho de separação pudesse ser realizado
sem prejuízo da boa semente. Deus também age, exatamente, assim conosco, espera
até o último momento pela nossa conversão. Foi o que aconteceu ao “bom ladrão”
crucificado junto com Jesus. Sua conversão aconteceu no último minuto da vida.
Em sua vida terrena Jesus se misturou a todo tipo de gente:
Cobradores de impostos, prostitutas e pecadores diversos. Diante de alguns, tal
comportamento foi escandaloso. Os fariseus chegaram a questioná-lo, muitas
vezes, sobre isso. Jesus misturou-se com os pecadores para mostrar o quanto
Deus os amava. Diante disso, alguns mudaram de vida. Zaqueu, por exemplo, foi
um deles. Mas, os puritanos, daquele tempo, jamais entenderam as atitudes de
Jesus. Convivendo com os pecadores ele os convidava à conversão. Ele veio, exatamente,
para os pecadores pois, os são não precisam de médico...(Mt 9, 12) Deus nos
ama, embora não ame nossos pecados. “Vá e não peques mais”, foi o que disse à
mulher surpreendida em adultério. Jesus não joga o bebê fora com a água suja da
bacia. Salva o bebê e descarta a água, coisa que devemos também aprender em
nossos relacionamentos fraternos. A pessoa é sempre maior do que seus pecados.
Para os fariseus, quem não cumpria a lei (com mais de
seiscentos mandamentos!), deveria ser descartado da religião. Ao final das
contas só eles mesmos é que seriam merecedores da salvação. Jesus abriu as
portas da salvação a todos e não, apenas, a um grupinho. Ensinou-nos que a
salvação é pura graça e não méritos. Talvez, por isso, tenha morrido com os
braços bem abertos como quem quer salvar a todos. A lógica de Deus não é como a
nossa. Ele não quer destruir, mas salvar. Muitos santos, antes se se tornarem
santos, foram grandes pecadores. Isso significa que todos podemos ser mais
santos. Deus tem paciência conosco e espera a hora certa para tocar em nossos
corações. O seu desejo é de salvação para todos nós. Pense nisso!
Imagem em destaque: Criada por IA




Amém
ResponderExcluirPadre que coisa linda . Um abraço do seu eterno amigo
ResponderExcluirJesus tenha misericórdia de nós, ajuda a nus converter e liberta do pecado
ResponderExcluirÉ isso mesmo: "A lógica de Deus não é como a nossa. "Deus tem paciência conosco e espera a hora certa para tocar em nossos corações. O seu desejo é de salvação para todos nós. " Que possamos abrir nossos corações ao seguimento a Jesus!
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